21.10.09

 surgiu do nada.

e que nada mais significante!

 você veio para alguém que de tí muito

precisava.

Você é alguém de uma integridade

tamanha, indeterminada.

Se eu fosse dizer o que me trouxe,

jamais poderia qualificá-lo.

Você me mostrou que temos de viver todos

os nossos momentos, sejam eles tristes ou alegres,

e a ver que não adianta se omitir e muito menos

fugir.

A fuga não leva a nada, ou melhor,

leva a insegurança dos sentimentos e

você me ensinou o caminho da

evasão deles.

Você veio para me preparar, e conseguiu.

Preparou-me  de tal maneira, fazendo

com que eu ultrapasse qualquer barreira.

publicado por catherynne às 21:01

não sei por que me sinto assim.

falta algo.sinto-me angustiada, triste.

As lágrimas vêm, mas não posso: não estou

sozinha e não há como ficar.

É como se fosse uma saudade;

impossivel encontrar-me comigo mesma

neste momento.

sem rumo...

sinto-me carente de afeto, copreenção. precizo que

alguém me ouça,  mais tenho horror a dar

a conhecer minhas angústias.

Certamente me diriam que eu estou sendo infantil,

ou que tenho muita auto piedade,

ou coisa do gênero.

se eu própia não me entendo,

quem poderia faze-lo?

publicado por catherynne às 20:52

Depois de morta, o que?

queimada, não!

E também não fechada num caixão... sempre sofri de claustrofobia.

Quero, se possível, secar ao sol e a chuva

sem ser enterrada. Não quero regressar a terra maternal

que não me atrai como memória de útero.

Posso pedir, por exemplo que me deitem ao mar: não deitaram...

será que me enterravam numa praia na areia,

onde as águas viessem? se tem de me enterrar, que seja assim.

Mas nem vestida, nem penteada, nem lavada. Nua.

Que me penteie o mar molhando a areia,

e eu de mim escorra

as águas que me lavem.

Nas grandes marés vivas ondas recurvadas virão

estrondar sobre mim, rapando em espuma rechitante a areia que me cobre.

Nada ouvirei, nada sentirei.

Emerge um pé daqui, além um braço, e mais acima,

uma caveira rindo.

Se o mar não me levar, enterrem-me

depois como quiserem, descarnada e limpa.

Terei assim ao menos um tempo, ao sol e a chuva por minha conta,

como quem vai deitar-se numa praia,

e nu, olhando o céu,

sonha de sí e de outros corpos nus na areia ardendo;

Que o som das águas cobre com amor

que molha

num refrescar da pele

acariciada ao vento.

publicado por catherynne às 19:57

20.10.09

As drogas deixam a mente confusa,

fazendo as pessoas tomarem decisões errôneas

que resultam em fracassos e frustrações.

A personalidade de quem se droga é fraca e não

tem confiança em si mesmo.

entrega-se ao vicio para "escapar" as realidades

da vida.

As drogas só servem para perder saúde, tempo, dinheiro, vergonha.....

para acabar com o lar ( se o tiverem),

trastornar o corpo, perverter os sentidos, destruir

as faculdades mentais.

para fazer papéis ridiculos,

infames, cometer toda sorte de vulgaridades...

e para suicidar-se.

publicado por catherynne às 21:17

05.10.09

Nenhuma palavra me é dada,

nenhuma casa, nenhum destino.

Tudo eu quero, tudo me falta

e é precizamente por na ser,

por nada ter,

que me lanço e me perco contra o ar,

e por isso nao invento nenhuma face,

nem qualquer mistério

que não seja a sede

de me igualar ao ar.

 

sou obstinada na minha marcha

nesta cidade, em que se repararmos bem,

ninguém se lembra de respirar.

O ar é ainda livre na ruas.

é necessário afirmar este ato elementar.

Alguém ainda caminha

e respira, mesmo que seja apenas em seu mundo...

os mortos!

 

  Catherynne rocha

publicado por catherynne às 18:36

26.08.09

sinto que há vida dentro de mim,

dinâmica, brilhante.

não estou mais morta como algum tempo atrás, estive durante meses.

esta vida que hé dentro de mim,

não quero perde-la jamais, a não ser no ultimo instante

do suspiro final.

 

depois de tanto desencontros, um encontro com uma

profunda paz interior.

repentinamente as nuvens escuras desaparecem de minha mente,

dando lugar a um céu limpo, claro, imenso, infinito.

Plenitude total.

 

Catherynne rocha

publicado por catherynne às 20:20

Ah, meu Deus, quanto tédio

ainda poderei suportar!?

caiu a noite, mais um dia terminou, outro dia começa

e eu aqui escrevendo...

quem me dera estar a fazer algo motivador, algo que me desse

alguma emoção, mas nesses últimos meses o tédio veio

morar em mim; se instalou, trouxe a bagagem e insiste

em não ir embora,

é noite... eu estou na minha cama a escrever e a pensar

quando tudo irá acabar, esta noite tão longa, não

sei se  vou suportar.

 A noite pra mim ás vezes é o começo de um

tormento envolvido num silencio insuportável.

parece que ja passou tanto tempo

e ainda é meia noite...

 

publicado por catherynne às 20:11

encar a morte com calma só é mérito para quem a encara sozinho.

a morte a dois não é morte, nem mesmo para os céticos.

oq que entrestece nao é o fato de daixar a vida,

mas deixar o que da valor a vida,

perder algo que torna a vida feliz e menos dolorosa,

como um amor por exemplo.

quando o ser amado é a nossa vida,

que diferença haverá entre vivermos ou morrermos

juntos?

publicado por catherynne às 20:04

eu carrego uma carga emocional

muito grande, dificil de disfarçar.

minha ternura é tanta: no mundo não caberia...

tentar reter tudo isso seria tentar abraçar o vento.

retrair-se equivale a um suicidio lento da alma.

quando nao posso expor tudos os

meus sentimentos, sinto um pedaço de mim morrer lentamente,

como quem esta se afogando, e, não sabendo nadar

se sente em desespero.

publicado por catherynne às 19:59

essas melodias cheias de tristeza

sao talvez saudade que eu tinha;

são as confidencias dessa natureza

de milhares de almas que possuo

na minha.

 

publicado por catherynne às 19:57

Sou a catherynne. Em primeiro lugar,a autora deste blog e de tudo que nele contém. sou uma adolescente de 13 anos, que não vive sem musica, que não se imagina sem livros e que ama a vida. O resto, descubram pelos meus textos ( ou pelo menos tentem).
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